O LIMITE DA DOR
Estranho é perceber
Que a dor que agora eu sinto
Não vem do amor que eu tenho por você,
Pois este resistiu ao tempo,
A ausência e a distância,
Resistiu até as nossas escolhas
E sobreviveu...
Sensível, profundo, inteiro,
Pois tu fostes e ainda é,
Razão de muitos poemas
E a minha maior fonte de inspiração.
Estranho é perceber
Que a dor que agora eu sinto
Vem do fato de te querer
E não poder te ter.
Estranho é perceber
Que a dor não tem limite para doer
E dói até não mais poder
E quando não pode mais doer
Mata o meu bem querer.
E então o jeito é renunciar ao sonho,
Fazer outras escolhas,
Matar a tal da esperança,
Respirar fundo e continuar a viver.
Sabendo que esta faltando alguma coisa,
Sabendo que nada mais vai ser como antes,
E que remontar os meus desmontados pedaços Vai ser tarefa árdua para o tempo
Que paciente vai anestesiar o meu pranto,
Secar minhas lágrimas e fazer parar de doer.
Não cabe um adeus neste momento,
Até por que já foi dito,
O amor desconhece o significado
Da palavra adeus.
Cabe sim, aprisionar-te em meus versos,
Sem no entanto revelar o teu nome,
Cabe sim, mulher que eu amo:
Mentir para a minha emoção,
Cometer talvez mais um engano
E transformar-te numa lembrança,
Que eu sei estará sempre presente,
Só que de um jeito suave,
Sem dor em meu coração.
(Homenageando NANDOVELHO)
Em geral, publicações deste gênero são recheadas de lembretes, frases históricas, aforismas filosóficos, previsões astrológicas, informações globais; outras vezes, trazem conselhos práticos para um mundo demasiadamente prático e pragmático. Mas aqui, as marcas do caminho do tempo e do calendário são demarcações poéticas, jardins de flores e plantas e florações feitas de poesia, as fronteiras de cada dia.
sábado, setembro 07, 2002
sexta-feira, setembro 06, 2002
Amigos loucos e sérios
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Marcos Lara Resende (simplesmente o máximo, adorei, traduz minha turma)
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Marcos Lara Resende (simplesmente o máximo, adorei, traduz minha turma)
quarta-feira, setembro 04, 2002
Soneto do amor total.
Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
( Vinicius de Moraes )
É assim que hoje desejo a todos
uma Excelente Semana...(Cassius - sente só companheiro como esse poema dizer tudo!!)
Com a Querida Lembrança do Maior Poeta
do Amor...
Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
( Vinicius de Moraes )
É assim que hoje desejo a todos
uma Excelente Semana...(Cassius - sente só companheiro como esse poema dizer tudo!!)
Com a Querida Lembrança do Maior Poeta
do Amor...
terça-feira, setembro 03, 2002
A Liberdade de ser livre
Uma pessoa preocupada com a opinião dos outros não é livre.
Uma mente preocupada com o que poderá acontecer ou deixar de acontecer no futuro também não é livre.
Menos livre é a mente apegada ao passado, às realizações ou insucessos passados.
Para sermos verdadeiramente livres, precisamos ultrapassar nossos condicionamentos culturais.
Libertar-nos para sermos nosso verdadeiro "EU".
Esta é a liberdade que o mundo mais precisa hoje.
O livre arbítrio exige uma mente livre, não uma mente condicionada pelos medos e pelos apegos.
Mas, antes que fiquemos demasiadamente eufóricos, devemos lembrar que não existe a certeza de que vamos mesmo ter sucesso na liberação de nossa mente desse poderoso condicionamento.
Podemos dizer , na verdade, que o trabalho real - o trabalho de despertar a nós mesmos - é um trabalho que está apenas se iniciando e que exige um considerável trabalho interior, uma formidável tarefa de auto-liberação.
Uma pessoa preocupada com a opinião dos outros não é livre.
Uma mente preocupada com o que poderá acontecer ou deixar de acontecer no futuro também não é livre.
Menos livre é a mente apegada ao passado, às realizações ou insucessos passados.
Para sermos verdadeiramente livres, precisamos ultrapassar nossos condicionamentos culturais.
Libertar-nos para sermos nosso verdadeiro "EU".
Esta é a liberdade que o mundo mais precisa hoje.
O livre arbítrio exige uma mente livre, não uma mente condicionada pelos medos e pelos apegos.
Mas, antes que fiquemos demasiadamente eufóricos, devemos lembrar que não existe a certeza de que vamos mesmo ter sucesso na liberação de nossa mente desse poderoso condicionamento.
Podemos dizer , na verdade, que o trabalho real - o trabalho de despertar a nós mesmos - é um trabalho que está apenas se iniciando e que exige um considerável trabalho interior, uma formidável tarefa de auto-liberação.
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